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OS TIPOS DE AMOR ATUAIS E COMO LIDAR COM CADA UM DELES

Atualizado: 29 de mai. de 2023

O amor é uma das emoções mais poderosas e complexas que uma pessoa pode experimentar. E, muitas vezes, os nossos mundos internos, histórias e patologias solapam as tentativas de amar e ser amado.



Aqui estão os principais tipos de amor que estão presentes na sociedade atual.



Amor Romântico


O amor romântico é o tipo de amor que a maioria das pessoas tem em mente quando pensam em amor. É aquele que é retratado em filmes, livros e músicas. É uma forma de amor em que duas pessoas se apaixonam e se entregam a uma relação emocional e física. É um amor intenso e muitas vezes parece ser irracional. As pessoas que experimentam o amor romântico geralmente sentem fortes emoções de romance, paixão e desejo.


o amor romântico é muitas vezes idealizado e utópico, e leva a expectativas impossíveis de serem atingidas nas relações amorosas.


Em uma visão mais fria, a cultura do amor romântico pode ser opressiva para as mulheres, que são muitas vezes pressionadas a se submeterem a um padrão idealizado de feminilidade e a buscarem um "príncipe encantado".


As dores que se sofre: Frustração e decepção por não encontrar a perfeição no parceiro que não atenderá a todas as suas necessidades e expectativas.


Pode haver desencanto, tentativas de mudar a outra pessoa e a possibilidade de que alguém da dupla acredite que realmente está aquém do que é esperado para um parceiro.


Se entra em contato com sua própria falibilidade normal e humana de modo pouco compassivo, o que pode causar alguma ferida narcísica ou uma baixa auto estima.




Amor Transacional ou por Convêniência


O amor transacional é o tipo de amor que é baseado em dar e receber algum tipo de moeda. É um algo que pode ser mais como um arranjo do que como amor e muitas vezes é expresso através de transações de poder e controle.


É um amor que é impulsionado por uma necessidade de ganhar algo em troca ou manter algo, seja segurança, dinheiro, prestígio, status social ou um lugarzinho no mundo.


As pessoas que experimentam o amor transacional tendem a ver o amor como um negócio em que há ganhadores e perdedores. Afasta-se dos afetos e o campo amoroso se torna um jogo de xadrez.


As dores que se sofre: Não se satisfazer no amor, não experimentar as emoções com sinceridade, verdade, pureza e ingenuidade.



O Não Amor


Hoje existe uma experiência de intimidade que tangencia o amor. Não é exatamente amor, talvez apenas faça referência à ele. Se parece mais com uma brincadeira de faz de conta infantil. Um amor oco.


A cultura do "amor líquido", "amor descartável" ou "hookup culture" é apelativa aos que tem FOMO. As pessoas podem trocar de parceiros com facilidade, e sair em busca do que há de "melhor" rapidamente. De acordo com o filosofo Luís Felipe Pondé isto acaba sendo resultado de uma sociedade que valoriza o individualismo e o consumo.


A busca por um parceiro se tornou uma atividade fácil e instantânea, sem necessidade de compromisso ou investimento emocional.


A superficialidade das relações que se formam com a falta de um contexto mais amplo de interação social podem levar a escolhas baseadas apenas elementos parciais de uma pessoa, como por exemplo a beleza.


As dores que se sofre: Uma sensação de despersonalização do outro e de si mesmo. Experiência de ser objetificado e não visto como ser humano.




Amor Altruísta


O amor altruísta talvez seja o tipo mais desprendido de amor. É um amor que se preocupa com o bem-estar do outro sem esperar nada em troca. É um amor que está disposto a sacrificar o próprio bem-estar em nome do bem-estar do outro.


Há um sentimento de estar identificado com o outro. As pessoas que experimentam o amor altruísta tendem a ser compassivas, empáticas e generosas.


As dores que se sofre: Sentir o mesmo sofrimento de quem a pessoa se relaciona.




Amor tóxico


O amor tóxico é um tipo de amor que é prejudicial e pode levar a relacionamentos desequilibrados e infelizes.


Geralmente, é baseado em manipulação, controle e abuso emocional. As pessoas que experimentam esse tipo de amor muitas vezes sentem-se presas em um ciclo de esperança e decepção, onde o parceiro tóxico desencadeia sentimentos de amor e paixão, mas também de raiva, tristeza e frustração.


O que está em jogo neste tipo de amor são as emoções extremas, euforia e estado de simbiose com o ser amado. A simbiose é algo viciante, é o estado em que as duas (ou mais) pessoas são uma só. A sensação é de completude, plenitude e encantamento.


E em momentos em que a simbiose é desfeita as sensações podem ser muito dolorosas como o choque, a paranóia, a angústia e depressão.


As dores que se sofre: Talvez muitos dos diagnósticos de depressão e ansiedade hoje decorrem de relações tóxicas. Ao permanecer em uma relação assim por um longo período de tempo a pessoa pode ir pouco a pouco perdendo o senso de si mesmo e o seu desenvolvimento é estancado.



Amor livre


O amor livre é um tipo de amor em que as pessoas são livres para se relacionar com quem quiserem, sem restrições ou expectativas sociais.


É baseado na premissa de que cada indivíduo é livre para fazer suas próprias escolhas em suas relações amorosas e sexuais, sem julgamento ou discriminação.


O amor livre valoriza o consentimento mútuo, a liberdade individual e a igualdade de gênero. Embora possa ser desafiador para os que foram socializados em um ambiente onde o amor vem de um modelo tradicional.


Este tipo de amor em alguns casos transcende barreiras e em outros casos nega impulsos tão elementares humanos como a inveja e o ciúme.


As dores que se sofre: Pressão social pela não conformidade aos padrões, e por ser uma dinâmica muito fluida e mutável, este arranjo pode fazer os amantes se sentirem inseguros.




Amor como prática: uma possível solução


Segundo Bell Hooks, o amor que chega mais próximo do bem estar é baseado na comunicação aberta, na igualdade e no respeito mútuo.


É um amor que permite que cada indivíduo cresça e se desenvolva em sua própria jornada pessoal, enquanto apoia e valoriza a jornada do outro.


Para ela o amor não deve ser controlador, nem manipulador, mas sim uma escolha consciente de ser gentil, compassivo e solidário com o parceiro.


Para Hooks, o amor saudável é uma prática, que exige trabalho, esforço e comprometimento diário para construir um relacionamento duradouro e feliz, e ele só acontece em sua expressão e atuação consciente.

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Psicóloga Bruna Lima

CRP 06/130409

Bruna Lima Psicóloga Clínica

Psicblima@gmail.com

+55 11 99411-3832

Bruna Lima é psicóloga clínica com mais de 5 estrelas no Google. Graduou-se em Psicologia pelo Centro Universitário FMU  e tem 10 anos de experiência em psicologia clínica.

Cadastrada E-psi, atende on-line a brasileiros expatriados há 10 anos.

Possui três especializações/certificações em psicanálise pelas instituições:

Bruna também é colunista no AllPopStuff e tem um canal no YouTube.

Com sua sólida formação, Bruna utiliza abordagens psicanalíticas personalizadas para ajudar cada paciente adulto.

Oferece atendimento online e presencial. Entre em contato para agendar.

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