Os bens
imateriais
Os processos de análise em uma psicoterapia dizem respeito a transformações internas que se tornam possíveis ao longo de uma análise.
Aqui eu descrevo tudo o que é possível conquistar.
Os Processos de Analise
Entenda como se dá os diferentes processos de análise que podem se abrir ao longo de uma psicoterapia. Cada processo responde a um tipo de equilíbrio interno que o sujeito busca: mais tranquilidade, mais liberdade, mais potência ou mais sustentação emocional.
A psicoterapia que ofereço acontece pela conversa, pela escuta cuidadosa e pela descoberta gradual de novas possibilidades e paradigmas de viver. Não se trata de ensinar como ser diferente, mas de criar um espaço onde novas formas de sentir, pensar e se relacionar possam emergir com verdade e consistência.

Valor Próprio
Como psicóloga, eu penso o valor próprio como algo mais silencioso e estrutural: a sensação íntima de ter direito de existir, desejar e ocupar espaço, mesmo quando você falha, decepciona ou não corresponde às expectativas. É o que permite existir sem precisar se justificar o tempo todo.

Capacidade de atravessar a tristeza: sentir aprofunda a vida
A tristeza costuma ser tratada hoje como algo a ser evitado, corrigido ou superado rapidamente. Na lógica da performance e da positividade contínua, sentir tristeza virou um erro. Mas a tristeza não é um defeito da vida emocional, ela é um dos seus sabores, uma cor entre tantas outras, tão legítima quanto a alegria ou o entusiasmo.

Desdobrar o Eu: descobrir quem você pode ser
Desdobrar o eu não é decidir racionalmente quem se quer ser, nem planejar uma nova identidade. Quando o processo é conduzido pela vontade consciente, ele tende a virar atuação: o sujeito tenta se encaixar em uma imagem melhor, mais interessante ou mais aceitável.

Resistência Emocional: a força de sustentar o que importa
A resistência emocional de que falo aqui não tem a ver com endurecer, controlar ou se defender do que se sente. Trata-se de uma fortaleza interna: a capacidade de sustentar o próprio desejo, a própria intuição, as memórias, idéias e as percepções mesmo quando isso exige atravessar angústia, conflito ou solidão.

Autonomia
Autonomia não é não precisar de ninguém. Somos seres gregários. Precisamos de vínculo, troca e reconhecimento. O que muda, quando a autonomia se constrói, é de onde partem as decisões. Autonomia é uma necessidade psicológica fundamental porque organiza a experiência de agência: a sensação de que a vida é conduzida a partir de dentro, e não apenas em resposta a expectativas externas.

Autopercepção: compreender a própria existência
A autopercepção não se limita a observar pensamentos ou regular emoções. Ela diz respeito a um modo mais profundo de estar consigo, que permite compreender a própria vida. Quando a atenção se volta para a experiência viva (sem correção, sem técnica e sem pressa) algo se esclarece sobre quem se é, sobre o que se deseja e sobre o sentido da própria vida. E pasme: pode nem ser o que você acha que é.

Amor que faz bem
Com frequência, o amor é confundido com intensidade, fusão ou necessidade absoluta do outro. Ama-se como quem precisa, como quem se completa, como quem encontra no vínculo a garantia de valor e existência. Em outras versões, o amor aparece higienizado: funcional, correto, regulado por regras do que seria saudável.

Poder e potência: todos desejam o que já é inerente
Muitas pessoas buscam poder não para dominar, mas para agir no mundo: decidir, transformar, construir algo próprio sem se anular no processo. O desejo de poder costuma surgir quando a potência existe, mas encontra bloqueios internos que impedem o movimento.

Sofisticação emocional: um passo para além do óbvio
A chamada inteligência emocional costuma prometer controle, equilíbrio e desempenho. Parte da ideia de que emoções podem ser gerenciadas, reguladas ou corrigidas para que a pessoa funcione melhor. O problema é que emoções não são técnicas internas nem falhas de ajuste, elas são forças psíquicas vivas, intensas e, muitas vezes, indomáveis.

Autocontrole: quando segurar tudo parece a única saída
Muitas pessoas buscam autocontrole porque sentem que algo nelas está escapando: dificuldade de manter foco, procrastinação, excesso de fala, de emoção ou de expressão. A sensação é a de estar saindo dos trilhos, e assim e o autocontrole aparece como promessa de eixo, contenção e maturidade, mas...
January 7, 2026 at 11:04:54 AM







