COMO ESCOLHER UM PSICOLOGO: QUAL O TIPO DE TERAPIA IDEAL?

Atualizado: 20 de abr.

Neste mar de possibilidades que a internet traz é comum ficar confuso e escolher um psicólogo pode ser uma tarefa difícil. Quando se está em busca de um psicólogo é preciso que vários pontos sejam considerados. E então, como escolher um bom psicologo?


Neste artigo irei abordar um destes pontos: as linhas ou tipos de psicoterapia. As linhas da psicologia dizem sobre qual a teoria utilizada pelo psicólogo, como ele se conduz e o que se leva em consideração. Esta talvez seja uma parte significativa na escolha, mas não é a única. Para além da teoria, é importante se sentir à vontade e ter a possibilidade de criar um vínculo bom com o seu psicólogo.

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Este artigo conta com um brevíssimo resumo de algumas linhas terapêuticas da psicologia e pode não abarcar todo contexto e pensamento que fazem com que cada linha seja única. Mas certamente você conseguirá entender melhor sobre como funciona cada tipo de terapia.

A Linha Com a Qual Você Mais se Identifica

As famosas linhas... Elas podem ser bem marcadas, tênues ou até se misturar. O terapeuta pode beber de apenas uma ou de mais fontes; oferecer terapia online ou presencial, etc. Veja as principais linhas da psicologia.

Psicanalítica

A psicanálise parte do princípio de que há um campo inconsciente em cada um de nós. É uma terapia sugerida para os que gostam da profundidade de pensamento e de entender os porquês dos próprios comportamentos e emoções, causas e efeitos. Além disso, há análise e interpretações sobre o que o paciente traz.

  • de base Freudiana: A mais tradicional. Leva em consideração as raízes da teoria psicanalítica.

  • de base Lacaniana: Se utiliza muito da linguagem. Lacan dizia que a estrutura do inconsciente é a mesma da estrutura da fala e da escrita. É por traz das palavras que estão os pensamentos, emoções e desejos mais profundos. Uma boa alternativa para quem tem gosto pelo falar (a talvez até ler e escrever).

  • de base Kleiniana: Leva em consideração as etapas mais primitivas da vida humana. Lacan se referia à Melanie Klein como uma "Açougueira inspirada". Piadinhas à parte, Klein tem mesmo um algo de poesia visceral. É uma boa pedida para quem precisa de contato com a própria criança interna.

  • de base Bioniana: É uma linha psicanalítica que preza pelo acolhimento do paciente, por isso na teoria de Bion se diz que o terapeuta é continente. É tendo a experiência do amparo que mudanças internas ocorrem e que também podemos aprender a nos amparar. Além disso, a teoria de Bion se volta ao pensamento e as questões que podem o dificultar.

  • de base Winnicottiana: Leva em conta o amadurecimento emocional e a própria terapia proporciona um ambiente no qual o paciente pode se desenvolver. Não há tantas interpretações neste tipo de terapia, o que há é o espaço e oportunidade para se sentir seguro e assim amadurecer.

E outras.

Analítica Junguiana


A teoria Junguiana também parte do princípio de que há um inconsciente. Jung amplia o conceito de inconsciente de Freud e fala sobre arquétipos e símbolos que estão profundamente marcados em nós.

É uma boa sugestão para quem tem um gosto por obras da humanidade, assim como a mitologia e a arte. Isso por que Jung fala de um inconsciente coletivo, o qual todos nós compartilhamos.

Humanista/Fenomenológica/Existencialista

É uma linha da psicologia que questionou as maneiras ortodoxas de se pensar a psicologia, tais como a psicanálise e o behaviorismo. Nasceu numa época em que a contracultura e movimento hippie ocupavam a cena.

  • de base Rogeriana: (Psicoterapia Centrada na Pessoa). Uma psicoterapia que leva em conta a vivência do cliente, sem encaixa-lo em algum tipo de diagnóstico. O terapeuta faz o papel de facilitador, ajuda o cliente a verbalizar e colocar pra fora o que sente e pensa. A vivência neste tipo de psicoterapia é de uma relação bem humana, com muita consideração e empatia.

  • com base na Gestalt: Leva em consideração o aqui e agora e não a história e vivências do consulente. A ideia geral é a de tomada de consciência do eu e das relações atuais. Perceber com clareza a vida como ela é e assim provocar mudanças internas no consulente. Pode ser um tanto confrontativa, à maneira que era conduzida por seu criador Fritz Perls.

  • Psicodrama: É uma terapia em grupo onde os participantes usam interpretação de personagens ou cenas para interagir. Visa o desenvolvimento da espontaneidade. Neste tipo de terapia o cliente pode reviver de uma forma corporal e relacional algum trauma ou dificuldade além de poder viver outros papéis e descobrir novas facetas de si mesmo.

  • de base fenomenológico-existencial: Uma terapia que leva em consideração apenas a pura existência, única para cada pessoa. Não são consideradas as pulsões, mecanismos de defesa ou qualquer tipo de esquema teórico-diagnóstico.

Reichiana

Tem influência da Psicanálise e do Humanismo. É uma terapia de fala, assim como as mais conhecidas, mas também leva muito em consideração o corpo. De acordo com a teoria Reichiana, o corpo também fala e manda mensagens por via inconsciente.

É uma terapia interessante para quem sente que os problemas emocionais se misturam com os sintomas corporais e para quem consegue ter mais insights via corpo do que por via do discurso.

Cognitiva comportamental

É uma terapia que propõe objetivos concretos. O problema é apresentado pelo paciente e junto ao terapeuta é desenvolvido um plano de tratamento para que o objetivo seja atingido. Na terapia cognitivo comportamental se conta com diversas técnicas que ajudam o paciente a tomar consciência de seus pensamentos, sentimentos e atitudes.

É semelhante à um treinamento mas não se resume apenas a isto. É uma terapia que pode se adequar à pessoas que tendem ao pensamento concreto e racional.

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