Terapia ajuda alguém que sempre viveu para o outro?
Ajuda, mas não no sentido de ensinar a se impor, virar outra pessoa ou “pensar mais em si” de forma artificial. Para quem sempre viveu para o outro, se adaptou demais, evitou conflito, colocou as próprias necessidades em segundo plano e sentiu culpa ao se priorizar, o problema não é falta de força ou de consciência, é falta de espaço interno para si mesmo.
Na psicoterapia psicanalítica, esse espaço começa a se construir quando o sujeito pode falar sem precisar agradar, sustentar silêncio sem ter que preencher o outro e existir sem ser imediatamente corrigido, demandado ou interpretado como excessivo.
Na terapia comigo, esse trabalho se aprofunda porque tenho especial atenção para identificar aquilo que está operando por trás do comportamento adaptativo (o que não foi visto, nomeado ou autorizado) e ajudar isso a ganhar lugar sem forçar, corrigir ou substituir quem você é.
Aos poucos, aquilo que antes aparecia apenas como cansaço emocional, vazio ou confusão começa a se organizar como pensamento, afeto e desejo próprio.
O trabalho não é rápido nem performático, porque toca lealdades antigas e modos de vínculo que garantiram pertencimento. Mas é justamente no trabalho terapêutico que algo diferente pode nascer: a possibilidade de se relacionar sem se apagar, de sustentar limites sem culpa excessiva e de reconhecer o que é seu antes de oferecê-lo ao outro.
E se, na terapia, eu acabar tentando agradar o terapeuta também?
Isso não só pode acontecer como é, muitas vezes, parte importante do processo. Para quem sempre viveu agradando, o impulso de corresponder, ser “boa paciente” ou evitar frustração tende a aparecer também na terapia. A diferença é que, no espaço terapêutico, esse movimento não precisa ser mantido nem recompensado. É um espaço que podemos ter uma relação pacífica e focada no bem estar do paciente.
Quando ele pode ser percebido e nomeado, deixa de operar no silêncio. Aos poucos, a pessoa pode experimentar não corresponder, discordar, se calar ou se mostrar confusa sem que o vínculo se rompa, e é justamente essa experiência que começa a deslocar o padrão de autoanulação. Claro, existe interpretação, descobertas e outros, mas na terapia comigo não é necessário se preocupar com aceitação.
Quanto tempo leva para alguém que sempre viveu para o outro começar a viver para si?
Não há um tempo padrão, porque não se trata de aprender um comportamento novo, mas de desfazer uma organização psíquica construída ao longo da vida. Para muitos, as primeiras mudanças não aparecem como grandes decisões, mas como pequenos desvios: menos urgência em agradar, mais percepção do próprio cansaço, alguma tolerância à culpa sem ceder imediatamente.
“Viver para si” não acontece de uma vez; isso se constrói gradualmente, à medida que o sujeito pode sustentar presença, limite e desejo próprio sem sentir que isso ameaça o vínculo ou o pertencimento.
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Meu nome é Bruna
Sou Bruna Lima, psicóloga clínica, com atuação em psicoterapia psicanalítica para adultos. Atendo pessoas que sentem angústia persistente, repetições emocionais, vazio ou sofrimento difuso que não se resolve apenas com técnicas de controle de sintomas.
Meu trabalho é orientado pela psicanálise (Bion, Klein, Ferenczi, Bollas) e por uma escuta clínica cuidadosa, que ajuda a dar forma psíquica ao que ainda não tem nome, diferenciando ansiedade comum de conflitos emocionais mais profundos.
Atendo na Av. Paulista com possibilidade de atendimento presencial e online, oferecendo um espaço ético, seguro e contínuo para quem busca compreensão, elaboração emocional e transformação psíquica.

January 5, 2026 at 1:58:36 PM







