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Ecoísmo tem tratamento ou se “cura”?

Ecoísmo não é uma doença a ser curada, nem um defeito de personalidade a ser eliminado. Ele é um modo de funcionamento psíquico que se organizou para preservar segurança, pertencimento e continuidade relacional. Por isso, a pergunta mais útil não é se ele “some”, mas se pode se transformar.


O trabalho clínico não busca apagar a sensibilidade, a empatia ou a capacidade de cuidado (que muitas vezes são qualidades reais), mas diferenciar cuidado de autoanulação. Ao longo do processo terapêutico comigo, a pessoa passa a reconhecer onde se adapta automaticamente, onde sente culpa ao se priorizar e onde confunde amor com apagamento de si.


Essa transformação não acontece como correção de comportamento, mas como reorganização interna. À medida que o desejo próprio ganha espaço, o ecoísmo deixa de ser a única forma possível de estar em relação. O resultado não é alguém “curado”, mas alguém que consegue se vincular sem desaparecer, sustentar limites sem viver isso como ameaça e existir com mais presença no próprio lugar.

Se o ecoísmo não se cura, significa que vou ser assim para sempre?

Não. Dizer que o ecoísmo não “se cura” não significa que ele seja um destino fixo, mas que ele não é tratado como um defeito a ser arrancado. O que se transforma é a posição subjetiva: aquilo que antes funcionava como única forma de estar em relação deixa de ser automático. 


Com o tempo e com trabalho psíquico, a adaptação excessiva passa a ser uma possibilidade entre outras, e não mais uma obrigação silenciosa. A pessoa continua sensível, mas não mais refém da própria renúncia.

É possível continuar sendo uma pessoa sensível e cuidadosa sem me anular?

Sim,e esse é justamente o ponto central do processo. Sensibilidade e cuidado não exigem autoapagamento. O que a terapia trabalha é a diferenciação entre empatia e submissão, entre consideração e desaparecimento de si. 


Quando o sujeito pode sustentar o próprio lugar, o cuidado deixa de ser compulsivo e passa a ser uma escolha. Isso permite relações mais vivas, nas quais a presença do outro não depende da sua ausência.

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Meu nome é Bruna

Sou Bruna Lima, psicóloga clínica, com atuação em psicoterapia psicanalítica para adultos. Atendo pessoas que sentem angústia persistente, repetições emocionais, vazio ou sofrimento difuso que não se resolve apenas com técnicas de controle de sintomas.

Meu trabalho é orientado pela psicanálise (Bion, Klein, Ferenczi, Bollas) e por uma escuta clínica cuidadosa, que ajuda a dar forma psíquica ao que ainda não tem nome, diferenciando ansiedade comum de conflitos emocionais mais profundos.

Atendo na Av. Paulista  com possibilidade de atendimento presencial e online, oferecendo um espaço ético, seguro e contínuo para quem busca compreensão, elaboração emocional e transformação psíquica.

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January 7, 2026 at 1:45:18 PM

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