POR QUE É DIFÍCIL FALAR SOBRE O QUE TE TROUXE À TERAPIA?

Atualizado: 2 de mai.


Às vezes, quando estamos na terapia há algum tempo (ou quando acabamos de chegar nela), podemos rodear em volta do nosso problema mas não falar sobre ele. Justo em uma sessão de terapia, o famoso lugar "onde se fala sobre problemas". O fato é que quando rodeamos ou evitamos algum assunto, é por que ainda não conseguimos encarar este problema em específico de frente. E tudo bem... Às vezes não é fácil mesmo falar sobre determinadas questões.


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Alguns sinais dessa evitação na consulta com um psicólogo:

  • Povoar sua sessão com cenários, situações e histórias que aparentemente não tem ligação com "o problema";

  • Ocupar boa parte da sessão falando sobre a história e vida de amigos, parentes, etc;

  • Nomear um problema, angústia ou questão secundária como algo urgente;

  • Ainda sair da sessão com aquele incomodo.

Há vários exemplos como: vir para a terapia com o objetivo de discutir a vida conjugal e só conseguir falar do trabalho; se queixar da organização da casa quando não se consegue pensar na falta que uma figura próxima lhe faz; contar sobre sua inacabável ira contra alguma pessoa e não olhar para sentimentos de tristeza sobre si mesmo, etc - ad infinitum. Cada vida e história é diferente.

Esta evitação não acontece de um modo deliberado, ou de propósito, pois quem vai à psicoterapia está lá com o intuito de resolver o que incomoda. A evitação é simplesmente um mecanismo que o seu psiquismo usa para proteger-se de uma possível dor ou desconforto, assim como nossas terminações nervosas evitam a dor física. O corpo nos afasta da sensação física indesejada, nosso inconsciente pode nos afastar de sentimentos, emoções ou lembranças indesejadas também.

A questão é que o "rodear" também é interpretado em uma sessão de terapia, de modo que o profissional irá compreender este comportamento como um aviso de que seu paciente ainda não está pronto para falar sobre o assunto em particular e isso deve ser respeitado. Se o paciente não está pronto para falar, ele não está pronto, ponto final.

Nestes casos o terapeuta vai trabalhar outras questões com o paciente, possivelmente seu fortalecimento emocional. Todos os outros assuntos que vierem em substituição ao "principal" em uma sessão de terapia será conversado, compreendido e interpretado também.

Se você faz terapia há algum tempo e sente que que não está conseguindo tocar "naquele ponto", converse com seu terapeuta sobre isso. Talvez vocês construam uma solução ou você tenha um insight que irá te ajudar.

Perguntas que o psicólogo faz na primeira consulta

Algumas perguntas fazem parte de uma estrutura pré estabelecida que o psicólogo pode utilizar para uma primeira entrevista, isso se chama anamnese. O psicólogo pode fazer perguntas específicas sobre a sua infância e vida atual. Mas não são todos os psicólogos que costumam se utilizar disso.


Há psicólogos que se permitem receber o que o paciente nos traz inicialmente. Perguntamos sobre coisas pertinentes ao tema que estaremos discutindo. Então saber sobre o que um psicólogo pergunta pode não ser algo tão fácil.

Cada psicólogo tem um estilo e uma maneira de conduzir a sessão própria. O que pode ajudar é deixar o controle um pouquinho de lado e se entregar à experiência de ter uma pessoa escutando atentamente ao que você fala e te dar apoio.


O inesperado é algo que pode ser curativo, já que muitas vezes podemos nos perder em um looping infinito dos nossos pensamentos sem nenhuma ideia ou conceito novo.

O que falar para psicóloga na primeira consulta?


"Não sei o que falar para o psicólogo". É o que pode se passar na cabeça de alguém que vai para uma primeira sessão.


Bem lá dentro talvez você saiba o que dizer. Mas entendo que na primeira sessão ou nas primeiras sessões pode ser difícil. A experiencia de viver uma sessão de terapia pode ser um tanto assustadora quando existe um sentimento de desconfiança, vergonha ou auto crítica muito grande.


Talvez um primeiro movimento é encontrar um psicólogo ou psicóloga com quem você se sinta confortável. E um segundo seria se tranquilizar e falar do que é possível falar.


Não existe nenhuma regra sobre o que o paciente tem obrigação de falar ou se há uma experiência de coação, talvez você deva abrir seu leque e ir à procura de um outro profissional que ofereça um ambiente mais seguro.


O psicólogo é o profissional que está disposto a escutar tudo o que você tem à dizer.



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