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Terapia realmente ajuda a quebrar esses ciclos de repetição inconsciente?

Ajuda, desde que não seja pensada como uma técnica de correção. A terapia atua quando cria condições para que a pessoa possa se observar enquanto vive, ao invés de repetir, sentir, pensar e perceber o que antes precisava ser repetido, e dar linguagem ao que operava de forma automática. 


Ao longo do processo, os ciclos inconscientes perdem a função de mecanismo de defesa e deixam de se impor como destino. A quebra do ciclo não acontece por controle ou esforço, mas porque o vínculo ou a idéia passa a ser vivida a partir de outra posição psíquica. A sensação é como a de voltar para sua antiga escola enquanto se é adulto, cruzar com o ex ou a ex em algum lugar, rever fotos em um album... é uma sensação/percepção de que aquele mesmo objeto que um dia teve um significado tão saturado, hoje em dia pode ser mais tranquilo ou até ter um outro significado.


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Como a terapia atua quando os padrões parecem mais fortes do que a minha vontade?

A terapia não trabalha contra o padrão, nem tenta fortalecê-lo pela força oposta da vontade. Ela cria um espaço onde esse funcionamento pode ser observado em tempo real, compreendido a partir de sua função psíquica e, assim, perder o caráter automático. Quando o padrão é reconhecido como uma forma antiga de organização de vínculos e relações, ele deixa de operar como única possibilidade.

Em quanto tempo é possível perceber mudanças nesses ciclos repetitivos?

Mudanças em análise não seguem um cronograma fixo, porque não se trata de adquirir uma habilidade, mas de deslocar uma posição subjetiva, ver e sentir de forma diferente. Muitas pessoas percebem primeiro uma mudança na forma de sentir (menos urgência, menos confusão, mais pausa) antes de mudanças externas claras. Esse deslocamento interno (a ficha caindo) costuma ser o primeiro sinal de que o ciclo começou a se desfazer.

O que acontece na terapia quando eu começo a repetir esses padrões dentro do próprio processo?

Isso não é um erro e faz parte do trabalho analítico. A repetição enquanto se está em terapia permite que aquilo que antes só era vivido fora possa ser observado, nomeado e sentido com mais segurança. A diferença é que, na análise, a repetição não precisa levar às mesmas consequências, o que abre a possibilidade de elaboração.

Que tipo de terapia é mais indicada para trabalhar repetições emocionais e relacionais?

Abordagens que trabalham a partir da experiência emocional e do vínculo (tranferencia e contra transferencia), como a psicanálise e as psicoterapias de orientação psicanalítica, estas são especialmente indicadas. Elas não focam apenas em mudar comportamentos, mas em compreender a lógica inconsciente que sustenta a repetição, permitindo transformações mais profundas e para toda a vida.

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