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Ilustração abstrata que mostra emaranhamento das linhas simbolizando a desorganização nos laços

O lado feio do amor

Amores Destrutivos: quando o relacionamento se torna um lugar sem limites

Quando o amor se torna um condutor de ódio e destruição.


Nem toda dificuldade em um relacionamento é sinal de problema. Mas existe uma feiura específica que merece nome e atenção clínica: aquela que desumaniza, que transforma o outro em objeto manipulável, que deixa cicatrizes profundas. Este é o território dos amores destrutivos.

A desumanização como marca dos relacionamentos mais extremos

Existem relacionamentos em que um dos parceiros (ou ambos) olha para o outro com um olhar desumanizante. É quando você deixa de ter valor. Você não é mais uma pessoa. Você é um inseto, algo que pode ser manipulado ao bel prazer, descartado quando não serve mais. 


Nesses amores destrutivos, entramos em contato com nossa agressividade mais pura, mas de uma forma que não reconstrói, que apenas destrói.


Esses relacionamentos deixam marcas. Você sai diferente. Menos em contato consigo mesmo. Com menos conhecimento de quem você é. Mais inseguro. Duvidando do que você sente, do que você acha, do que você percebe. É um tipo específico de trauma não apenas pelo que aconteceu, mas por quem você deixou de ser dentro daquela relação.


A questão é que muitas vezes a gente romantiza essa feiura. A gente diz que "todo relacionamento tem seus momentos difíceis", que "a agressividade é normal", e por isso não conseguimos nomear o que realmente está acontecendo. Não percebemos que estamos em um relacionamento abusivo porque confundimos a feiura que pode ser dialogada com a feiura que é apenas destrutiva.

O lado sombra vs. a destruição: quando a agressividade reconstrói ou apenas destrói

Todos temos um lado sombra. Todos temos agressividade, ódio, raiva. E sim, esses sentimentos aparecem nos relacionamentos. A questão não é eliminá-los, mas saber o que fazemos com eles.


Existe um uso construtivo da nossa agressividade: quando ela serve para destruir ideias cristalizadas para depois construir novas, para desfazer o que não funciona mais para refazer de outro jeito. Essa agressividade nos move, nos transforma, nos leva por caminhos interessantes. Ela é dialogada, pode ser transcendida, e muitas vezes nos torna mais íntegros.


Mas existe outro uso: quando essa mesma agressividade é colocada apenas como destruidora. Sem reconstrução. Sem possibilidade de diálogo. Sem espaço para o outro existir como pessoa. Nesse caso, não estamos mais em um relacionamento com suas naturais dificuldades. Estamos em um relacionamento abusivo, em um amor que se tornou patológico.


A diferença está em como a gente percebe o que está vivendo. E essa percepção — essa clareza sobre o que é feiura integrável e o que é feiura apenas destrutiva — é exatamente o trabalho que acontece em uma psicoterapia. É lá que a gente aprende a separar as coisas, a reconhecer os padrões, e a descobrir que sair de um relacionamento destrutivo é também um ato de reconstrução.

FAQ

Como saber se estou em um relacionamento destrutivo ou apenas em um relacionamento com as dificuldades normais?

Quando o ódio e a agressividade em um relacionamento são sinais de que preciso sair, e quando eles podem levar a uma transformação construtiva?

Como a terapia pode me ajudar a recuperar o contato comigo mesmo após um amor destrutivo?

Olá

Meu nome é Bruna

Sou Bruna Lima, psicóloga clínica, com atuação em psicoterapia psicanalítica para adultos. Atendo pessoas que sentem angústia persistente, repetições emocionais, vazio ou sofrimento difuso que não se resolve apenas com técnicas de controle de sintomas.

Meu trabalho é orientado pela psicanálise (Bion, Klein, Ferenczi, Bollas) e por uma escuta clínica cuidadosa, que ajuda a dar forma psíquica ao que ainda não tem nome, diferenciando ansiedade comum de conflitos emocionais mais profundos.

Atendo na Av. Paulista  com possibilidade de atendimento presencial e online, oferecendo um espaço ético, seguro e contínuo para quem busca compreensão, elaboração emocional e transformação psíquica.

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