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SER LGBTQ

Atualizado: 21 de abr.

Ser. Parece ser apenas uma palavra de três letras, mas carrega um significado profundo. Idealmente, ser é existir. Ser é ser quem você é, com autenticidade, com suficiente segurança e paz.


Esta talvez seja a busca mais sublime da espécie humana: viver a sua verdade. E ainda assim, geração após geração, nos deparamos com a condição de não existência, de ser quem nós não somos, de sermos inautênticos, tudo em troca de um pouco de segurança e paz. Ser ou não ser? Eis a questão.



Por mais difundido que o ser LGBTQ+ seja na sociedade atual, ainda é difícil o ser. Os nomes carregam significações que podem infectar aqueles que o proferem e até mesmo aqueles que carregam o nome.


Por ser gay, queer, trans, etc., a impressão é que há de se fazer um esforço a mais para poder ser. Nós não somos como os animais, os rios e as florestas que simplesmente são. A dádiva da consciência humana não vem sem algumas dificuldades.


A cada momento histórico, época, era.. um modo de ser é estabelecido de forma coletiva. E se existe uma tese, sempre haverá uma antítese. Hoje vemos que se existe a letra A, há de existir o resto do abecedário. Variedade de ser.


Ser parece uma luta diária e também algo que nos é inerente.


Na atualidade, ser LGBTQ++ é um aglomerado complexo de sentimentos, pensamentos, saberes e afetos. Ouso dizer que ainda há um autoconceito com vieses negativos na pessoa que se encontra nesta condição de ser. Culpa por ser o que se é.


Cada pessoa LGBTQ++ tem sua própria experiência e história. No entanto, muitas enfrentam sentimentos de medo, isolamento e rejeição.


Desde uma idade jovem, percebem ser diferentes. Ser diferente pode gerar uma qualidade peculiar de existência. Diante do que é diferente as pessoas podem se sentir ameaçadas e assim podem menosprezar, confrontar, diminuir e até aniquilar.


O diferente está a mercê de sofrer com pequenas maldades socialmente aceitas ou até ser considerado criminoso.


A discriminação contra pessoas LGBTQ++ ainda é uma realidade em várias partes do mundo. Muitas sofrem bullying, violência e exclusão social por conta de sua orientação sexual ou identidade de gênero.


A vivência de desamparo, falta de continência e medo podem levar à problemas psíquicos, incluindo depressão, ansiedade e ideação suicida.


Felizmente, ainda se pode encontrar lugares seguros: comunidade LGBTQ++, amigues e familiares solidários que podem dar força, esperança e um lugar para se pertencer.



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Psicóloga Bruna Lima

CRP 06/130409

Bruna Lima Psicóloga Clínica

Psicblima@gmail.com

+55 11 99411-3832

Bruna Lima é psicóloga clínica com mais de 5 estrelas no Google. Graduou-se em Psicologia pelo Centro Universitário FMU  e tem 10 anos de experiência em psicologia clínica.

Cadastrada E-psi, atende on-line a brasileiros expatriados há 10 anos.

Possui três especializações/certificações em psicanálise pelas instituições:

Bruna também é colunista no AllPopStuff e tem um canal no YouTube.

Com sua sólida formação, Bruna utiliza abordagens psicanalíticas personalizadas para ajudar cada paciente adulto.

Oferece atendimento online e presencial. Entre em contato para agendar.

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